

Anéis
Para as mãos que falam.


SCISSUM SANGUINIS
O corte que definiu.
Nunca conheci ninguém que valesse alguma coisa sem cicatrizes. É a forma como as atravessas que conta.
Na fotografia

SIGNUM SANGUINIS
A marca deixada na pedra.
Nunca conheci ninguém que valesse alguma coisa sem cicatrizes. É a forma como as atravessas que conta.
Na fotografia

GRANDO SANGUINIS
Cada célula cheia.
Nunca conheci ninguém que valesse alguma coisa sem cicatrizes. É a forma como as atravessas que conta.
Na fotografia

CUMULUS SANGUINIS
Nove, nunca libertados.
SAXUM SANGUINIS
Peso, escolhido.
Experimentação pura, no desenho e na mão, do acabamento à cravação.
Na fotografia

KLUSTER SANGUINIS
Sete fragmentos guardados.
RELIQUIA SANGUINIS
O que sobreviveu ao resto.
TERNUM SANGUINIS
Três feridas, ainda vermelhas.
PUMEX SANGUINIS
O que o fogo deixou poroso.
SCHISMA SANGUINIS
Duas metades, uma só ferida.
Experimentação pura, no desenho e na mão, do acabamento à cravação.
Na fotografia

TABULA SANGUINIS
O que estava escrito quebrou-se.
SCUTUM SANGUINIS
Defesa, em silêncio.
SENTIS SANGUINIS
Presa pelo espinho.
SIGNUM UMBRA
O que nenhuma luz alcança.
CICATRIX SANGUINIS
Fechada, nunca desaparecida.
Experimentação pura, no desenho e na mão, do acabamento à cravação.
Na fotografia

SCORIA
A escória, usada como uma joia.
FUSUM SANGUINIS
Vertido, depois retido.
CUNEUS SANGUINIS
Cravado onde se partiu.
CLAUSTRUM SANGUINIS
Guardado a sete chaves.
DISCIDIUM SANGUINIS
Separados, ainda a procurar-se.
LACUNA SANGUINIS
A parte que falta, guardada.
OSCULUM SANGUINIS
Um beijo que nunca fecha.






